quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Placido Domingo & Maureen McGovern - A Love Until The End Of Time

Cat Stevens - Morning Has Broken

Cat Stevens - How Can I Tell You (Lyrics on screen) - Remastered HQ

Secret Lie - Love Me Until the End of Time HQ

Maria Elisa, 2º Prémio de Academia Virtual de Letras!

MENÇÃO HONROSA “MÉRITO COM LOUVOR” Poemas Vencedores:
PRIMEIRO LUGAR INTEIROS
POETA ELISIO MATTOS Elísio Mattos
SEGUNDO LUGAR
POEMA DESEJO-MEL
POETA MARIA ELISA RIBEIRO
TERCEIRO LUGAR
POEMA POESIA UM SONHO
POETA ISABEL CABALLERO Isabel Caballero
TERCEIRO LUGAR
POEMAS DOCE PAIXÃO
POETA CRISTIANO MURCIA Cristiano Murcia
POEMA VENCEDOR
ós dois sabemos
Que em um só coração
Uma só pulsação
Nesse instante em que a vida
Se faz em um único momento
Vivido em um amor por nós dois
Só nós dois
Nesse mesmo instante
Em que se faz uma história, história de amor
Escrita em um pergaminho
Apenas uma história do que somos
Escrita em um só coração
Nada em nós é dividido
Tudo sempre foi só nosso
Não existimos em metades
Não nos completamos em metades
Só vivemos os inteiros
Somos inteiros em nós dois
Assim sendo
Somos a fusão do imaginário
Com tamanha realidade
Que nossos sonhos se fazem únicos
Quando estamos acordados
E quando estamos nos amando
Parecem que estamos em um sonho, em um imaginário, sem volta
Como se estivéssemos acordados
Somos o amor exalado
Das fontes do nosso prazer
Quando nem sabemos qual de nós dois
Produzimos esta essência de Ser...
Só sentimos que somos dois
Em um só viver...
Num só corpo...
Em um só amor...
Elísio Mattos
===========
===============================================
Parabéns aos poetas vencedores pelos belíssimos trabalhos apresentados e pela interação com os demais poetas do grupo. A iniciativa deste prêmio, visa justamente incentivar a ação participativa de todos, logo, interagir é a palavra chave. Agradecemos a todos que tem participado, seja postando, comentando, selecionando, julgando ou prontificando os certificados. A todos o nosso muito obrigado!
=============================================== AGRADECEMOS A TODOS OS PARTICIPANTES E EM ESPECIAL AOS POETAS SELECIONADOS PARA SEREM ENCAMINHADOS AO
=============================================== Agradecemos aos jurados pela sua colaboração imprescindível na leitura e votação!
Antonio J Santos
Kainha Brito
Maria Celia Pinho
Marilene Alagia Azevedo
Nanda Lua Nova
Mauricio Antonio Veloso Duarte
Soares Barbosa
==============================================
Regulamentos: de participação, para menção honrosa... - Ganhará menção honrosa o poeta que estiver interagindo com os quesitos do grupo Intenção e Gestos 1º Toda responsabilidades sobre o poema postado, é do poeta que representa o poema. 2º O poema terá que ser do próprio poeta, com nome do poema acima da obra e nome do autor no rodapé da obra 3º Postar no máximo, três poemas diário. 4º Para cada poema postado o poeta terá que: curtir e comentar no mínimo três poemas dos demais poetas.
O evento ocorrerá de domingo até sábado da semana seguinte e os poemas contemplados serão apresentados na segunda-feira.
Equipe de divulgação da AVL
Projeto de Antonio Montes
Seleção poema
Antonio Montes
Edi Almeida
Geraldo Coelho Zacarias
Junior da Prata
Miriam Bilhó
Nillo Costa
Miriam Bilhó Coordenadora da Equipe divulgação da AVL

Bom dia, meus amigos!


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Alguem sabe o nome desta musica?

Dulce Pontes - Lagrima

Michael Bolton - When a Man Loves a Woman

Lionel Richie - Three times a lady

Procol Harum - A Whiter Shade of Pale, live in Denmark 2006

Mark Knopfler - Irish Boy

Mark Knopfler - Irish Boy

A LÁGRIMA - poema de GUERRA JUNQUEIRO na voz de JOAQUIM SUSTELO

Poema meu-OBRA REGªªªªªªªªªªªªªªªªªª!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!





















POEMA

QUANDO A PROSA ME INVADE A POESIA

(LABIRINTO DE TUDO)

Sob a luz indiferente das estrelas, uma folha de papel-excessivamente-em-branco fez-me sentir,


na precocidade da escrita,
que o milagre era, tão-somente, a verdade do velho limoeiro do quintal,
onde explodia o meu olhar cintilante, num ponto de interrogação*

Na relva orvalhada pelas gotas da noite,
o cantar dos grilos e das cigarras adormecia, angustiado,
num labirinto de sombras onde era impossível acender um poema, de energias revigoradas*

Os ventos-das-eras foram passando e o velho quintal envelheceu comigo-dentro-dele*

Foi no olho das tempestades da vida, que deixei de ouvir as cigarras e comecei a rasurar a folha de papel,
excessivamente-em-branco*

Nela cabiam carumas, raízes escuras de velhas, ervas bravas e giestas coloridas, ao pé das árvores, de espanto aturdidas*

A resina dos longos pinheiros da velha montanha-grávida-de-cheiros agarrou-se à toalha de imaculado papel (estendida a preceito),
para poder entrar, decidida,
no poema que vou tirando do peito*

Perto do ribeiro, que passa aos pés da casa da infância, estão, as ânsias-de-Outrora, as da hora em que FUI…
em que a teu lado vivi as primeiras brisas do corpo acordado pelo brilho do olhar ,
que penso ter-se perdido no corpo-de-outro-poema *

Maria Elisa Ribeiro/012

BOM DIA, MEUS AMIGOS!


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Giovanni Marradi - Tango de Roses

Stand by me - Didier Lockwood & The Old School au Festival Jazz des Puce...

La Javanaise - Marcel Azzola & Didier Lockwood - Victoires du Jazz 2006

Le figaro. Fr


Le Figaro
6 h ·


La Cour pénale centrale de Bagdad venait de la condamner à sept mois de prison pour «entrée illégale en Irak».


🔴 FLASH - En Irak, libération d'une djihadiste française qui a purgé sa peine
LEFIGARO.FR

Dans Le Figaro.FR


Le Figaro
3 h ·


🤔 Blague potache, oeuvre artistique ou revendication politique ? Le mystère est levé.


🔴 De mystérieuses guirlandes de slips intriguent la ville de Poligny
LEFIGARO.FR

RUSSIAN DAILY NEWS


10/1
US Spy Aircraft Flew Between Russian Bases in Syria During Drone Attack - MoD
The Russian military in Syria has disrupted a massive attack with the use of battle drones on its facilities in the country on January 6, intercepting six and shooting down seven more UAVs launched by militants.
The US Navy's Boeing P-8 Poseidon was on a patrol mission in the area between the Russian Hmeimim airbase and Tartus naval base in Syria when militants attempted to attack the facilities using 13 drones, the ministry revealed on Tuesday.
"… This forces us to take a fresh look at the strange coincidence that, during the attack of UAV terrorists on Russian military facilities in Syria, the Navy reconnaissance aircraft Poseidon was on patrol over the Mediterranean Sea for more than 4 hours at an altitude of 7 thousand meters, between Tartus and Hmeimim," the ministry said.
After preventing the attack, the Russian military analyzed the design of and ammunition inside the seized UAVs, saying that such drones could have been supplied to the militants only by a country that is capable of "providing satellite navigation and remote control for the dropping of explosive devices." Later in the day, the Pentagon issued a statement saying that such drones could be bought on "the open market."
​Commenting on the Pentagon's statement, the Russian military expressed its concern over the remark that the technologies for attacking Russian military facilities are "easily accessible on the open market."
"What are those technologies that are being talked about?" the ministry asked. A spokesperson also called for the Pentagon to reveal where this market is "located and what special service is selling space reconnaissance data" to militants.

NEWS FROM RUSSIA


Russia Daily News
27/1 às 12:24 ·


🇺🇸🇹🇷 Turkish Foreign Minister Urges Immediate US Withdrawal From Syria's Manbij

Turkish Foreign Minister Mevlut Cavusoglu has stated that the United States should take concrete steps to prove the end of support for Syrian Kurdish People's Protection Units (YPG), rather than rhetoric.

The statement was made amid the ongoing Turkish military offensive in the Kurdish-dominated Syrian city of Afrin, launched on January 20 and provoked, as Ankara explained, by the necessity for th...Ver Mais

Lindo Texto de António Lobo Antunes, saído num exame do 12º ANO!










Um texto um pouco longo, mas lindo!

Texto lindíssimo de António Lobo Antunes - na prova de português do 12º ano




O meu trabalho está praticamente terminado. Escrevi os livros que queria, da maneira como queria, dizendo o que queria: não altero uma linha ao que fiz e, se me dessem mais cem anos de vida em troca deles, não aceitava. Era exactamente isto que ambicionava fazer. Há uns dez dias acabei o último. Se tiver tempo, e embora a obra esteja redonda

(sempre esteve na minha cabeça deixar a obra redonda)

é possível, seria possível acrescentar uma espécie de posta-scriptum. Não sei se vou fazê-lo. Sai um livro em 2012, para o ano uma colecção destes textozitos, em 2014 o que agora terminei e uma última colecção destas prosinhas e acabou-se. No caso de continuar capaz farei então a tal espécie de post-scriptum. E, após isso, ninguém lerá uma só palavra posta por mim num pedaço de papel. Tenho a certeza do valor da minha obra e orgulho-me dela. Em certa medida, no entanto, não me considero o seu autor: foi-me ditada e afigura-se-me um pouco desonesto que o meu nome esteja na capa. O que rodeia a literatura, todas estas traduções, todos estes prémios, todo o ruído que acompanha o sucesso, nunca foi muito importante para mim. Não o é nada agora. Olho o monte de páginas que ficará no meu lugar na paz de um campo que tratei sozinho: resta-me voltar para casa e fechar a porta. Outros que cuidem dele se o entenderem: já não me diz respeito. Se há pessoas que olham o que construí como difícil de entender é porque não compreendem a complexidade da vida, e isso não é culpa minha, é defeito delas. Von Neumann, o descobridor da teoria dos jogos, enunciou-o claramente há anos, ao explicar o problema das variáveis vivas e das variáveis mortas. E as variáveis mortas, tal como ele o demonstrou, são quase inúteis. Basta encostar o ouvido às coisas e a nós mesmos, encostar com atenção o ouvido às coisas e a nós mesmos para nos apercebermos disso. O medo de saber apavora-nos. A ideia de tomar consciência arrepia-nos. Recusamos a possibilidade de viver no interior de nós mesmos. O facto de um livro contar uma história apazigua o nosso lado infantil. Não serve de nada salvo para nos tranquilizar. E continuarmos por fora do que nos inquieta, nos assusta, nos alerta: não escrevi a fim de trazer paz a ninguém. Não me interessou entreter nem divertir nem agitar bichos de peluche diante de pessoas crescidas. Fiz livros para adultos de pé e olhos abertos. Numa conversa com George Steiner, quando eu gabava o Monte dos Vendavais ele interrompeu-me brandamente

- Não acha um bocado histérico?

ao princípio protestei, depois calei-me, depois dei-lhe razão. O facto é que eu não tinha sabido ler. O facto é que eu tinha, sem dar conta disso, pedido um sininho para adormecer. Steiner estava certo e eu errado. Erro muitas vezes, aliás. Mas estou seguro que não errei no meu trabalho, e foi extenuante encontrar a minha voz tal como cada frase me é, me foi sempre extenuante: é a mão que escreve mas o corpo inteiro paga caro, e o cansaço físico de cada dia de escrita é imenso. Para além disso, ao corrigir, metade do que fiz, mais de metade do que fiz, segue para o lixo. Demasiada carne, demasiada gordura até chegar ao osso. A partir de agora, nem mais uma entrevista para um jornal que seja, uma televisão, uma rádio. O que tenho a dizer escrevi-o. Quem tiver olhos que leia, quem não conseguir ler desista. Todas as frases ditas pelo autor são supérfluas. E, a maior parte das vezes, pior que supérfluas: erradas. Não é possível falar racionalmente do que não é racional, explicar o que se passa antes das palavras, desarticular o que é feito de uma peça apenas e a vida do autor só para ele mesmo e, na melhor das hipóteses, para mais meia dúzia de criaturas, poderá ter interesse. A arte, mistério impenetrável, não cabe na razão lógica e qualquer tentativa de a desmontar será sempre inútil. Se fosse possível desmontá-la não seria arte. Permanecerá para sempre secreta e insolúvel. Pode bordar-se em torno mas fora da muralha, nada tem que ver com a inteligência, a razão, o raciocínio dedutivo: existe em si mesma, por si mesma e para si mesma, apenas permeável ao inconsciente e, no entanto, ao tocar-nos no inconsciente muda a nossa percepção do mundo e de nós mesmos em consequência de um mecanismo que nos escapa. Só o mistério nos faz viver, insistia Lorca, só o mistério nos faz viver.
Pelo teu amor dói-me o ar
o coração e o chapéu.
Isto, aparentemente, não significa nada e, no entanto, faz-nos vibrar como cordas. Julgo que, até hoje, foi Pitágoras quem mais se aproximou da compreensão visceral da criação. A gente lê-o, sente-o a um pequeno passo da solução e dá fé que esse pequeno passo nunca será esboçado porque não é possível avançar.

O meu trabalho está praticamente terminado. O resto fica por vossa conta e eu estarei muito longe já. É inevitável. Governem-se, se forem capazes, com a chave que vos deixo, se é que ela existe, ou não existe, ou existem várias, ou existem muitas, mudando constantemente. De cada vez, por exemplo, que oiço um quarteto de Beethoven oiço música nova. Como se pode agarrar, digam-me lá, o que constantemente muda?

António Lobo Antunes, "Adeus", Visão nº 1024

Do nosso Ramalho Ortigão...













De Ramalho Ortigão (1836-1915), in O citador
"
A Plenitude de Realização Humana está Fora da Sabedoria
O homem mais perfeitamente educado por um mestre foi Stuart Mill. Aos vinte anos de idade ele tinha aprendido com James Mill, seu pai, tudo quanto a ciência pode ensinar a um sábio e a um filósofo. E todavia Stuart Mill conta-nos na sua autobiografia que, ao perguntar um dia a si mesmo se seria feliz, uma vez realizadas nas instituições e nas ideias todas as reformas que ele projectava criar, a sua consciência lhe respondera: não. «Senti-me então desfalecer, - diz ele; todas as fundações sobre que se tinha arquitectado a minha vida se desmoronaram de repente.» Mais tarde ele sentiu a dor, sentiu depois o amor, o amor apaixonado, absorvente, enorme, dominando todo o seu ser, submetendo a força dissolvente da análise; e foi só então que ele se sentiu homem, revivendo para a natureza, forte da grande força que a natureza lhe comunicava, equilibrado para sempre no seu destino, cingido ao coração palpitante de uma mulher que ele amou - ele o sábio, o filósofo, o reformador frio e implacável - com o amor illimitado, entusiástico, cavalheiresco, que as velhas lendas líricas atribuem aos grandes amantes célebres."

Ramalho Ortigão, in 'As Farpas (1883)'

Sobre o escritor Lobo Antunes




Em www.fnacestante,pt:



Os Cus de Judas
António Lobo Antunes

“A dolorosa aprendizagem da agonia.” É assim que António Lobo Antunes (nascido em 1942) classifica a guerra de Angola. Neste livro, o autor reflete sobre os horrores a que assistiu durante os dois anos em que esteve destacado na ex-colónia portuguesa em formato de testemunho.
É o seu segundo livro, publicado em 1979, e o veículo para uma voz demasiado tempo silenciada, que vem contar a sua versão dos factos, concluindo que aquela guerra não passou de um “gigantesco” e “inacreditável” absurdo.

Os Cus de Judas é um relato doloroso das vivências de Lobo Antunes em Angola, no qual o narrador deixa transparecer feridas ainda bem abertas.

A PRIMEIRA FRASE
“Do que gostava mais no Jardim Zoológico era do rinque de patinagem sob as árvores e do professor preto muito direito a deslizar para trás no cimento em elipses vagarosas sem mover um músculo sequer, rodeado de meninas de saias curtas e botas brancas, que, se falassem, possuíam seguramente vozes tão de gaze como as que nos aeroportos anunciam a partida dos aviões, sílabas de algodão que se dissolvem nos ouvidos à maneira de fios de rebuçado na concha da língua.”

SOBRE O AUTOR
“António Lobo Antunes é um dos que sabe, como o poeta René Char, que certas guerras não acabam nunca.”
Manuel Alegre