quarta-feira, 22 de novembro de 2017



De Henry Miler, in Net:

Lado a lado com a espécie humana corra outra raça de seres, os inumanos, a raça dos artistas que, incitados por desconhecidos impulsos, tomam a massa sem vida da humanidade e, pela febre e pelo fermento com que a impregnam, transformam a massa úmida em pão, e o pão em vinho, e o vinho em canção. Do composto morto e da escória inerte criam uma canção que contagia. Vejo esta outra raça de indivíduos esquadrinhando o universo, virando tudo de cabeça para baixo, os pés sempre se movendo em sangue e lágrimas, as mãos sempre vazias, sempre se estendendo na tentativa de agarrar o além, o deus inatingível: matando tudo ao seu alcance que lhe rói as entranhas (...) Um homem que pertence a essa raça precisa ficar em pé no lugar alto, com palavras desconexas na boca, e arrancar as próprias entranhas. É certo e justo, porque ele precisa! E tudo quanto fique aquém dessa aterrorizador espetáculo, tudo quanto seja menos sobressaltante, menos tetrificante, menos louco, menos delirante, menos contagiante, não é arte. O resto é falsificação. O resto é humano. O resto pertence à vida e à ausencia de vida.


Henry Miller
Henry Miller


De Sophia de Mello Breyner, in Net:

Assim o Amor
Assim o amor
Espantado meu olhar com teus cabelos
Espantado meu olhar com teus cavalos
E grandes praias fluidas avenidas
Tardes que oscilam demoradas
E um confuso rumor de obscuras vidas
E o tempo sentado no limiar dos campos
Com seu fuso sua faca e seus novelos


Em vão busquei eterna luz precisa

Sophia de Mello Breyner Andresen, in “Obra Poética”

POEMA (OBRA REGIIIISTADA!























POEMA

NEBLINAS PEGAJOSAS DAS MANHÃS

Dormem em nós,
mágoas que não recordas…
…dormem…

Adormeceste cedo, quando as estrelas
mostravam apenas a claridade do alvorecer.
… adormeceste…

E o tempo foi passando…
_______o meu Passado é um Outrora, onde um relógio antigo
_________ não fala e vive num silêncio ensurdecedor,
___________que não pode dar vida ao solene corredor dos antepassados…
_____________…espectros espalhados sem tocarem nem cheirarem as flores…

Minhas mágoas caminharam do quarto atapetado
para o resto da casa em ruínas, onde vivem memórias
das tuas horas e das minhas.
(Passo lá, de vez em quando…)

________Sinto, que um estranho rumor me saúda,
____________através das velhas paredes
______________agarradas às flores e às macieiras,
_________________que acobertavam nossas mãos enamoradas,
______________________pertinho das laranjeiras.

Resta uma arca…
nela guardo aquela toalha branca
onde deixaste cair uma gota de vinho.

Parto dessa lembrança para a escrita de um poema,
herança das mágoas que saíram do meu quarto atapetado,
para outros percursos da Vida.

O imparável fluir das coisas…o inumerável movimento humano…
…o insubstituível correr do pensamento…
Capto-os do silêncio com que me coloco nas neblinas pegajosas
das manhãs em que a bruma se desfaz diante dos teus olhos…
…Longe…expostos a diferentes raios de sol…

Maria Elisa Ribeiro
NOV/2015

Bom dia, meus amigos! Estamos à espera da chuvinha, em Portugal...


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Frédéric Chopin Tristesse (Orchestral)

OMG Simon Cried for First time in this New Got Talent 2017 Audition of L...

OMG Simon Cried for First time in this New Got Talent 2017 Audition of L...

Jennifer Rush - Power Of Love (extended)

Gregorian - I'll Find My Way Home

Cavatina from the Deer Hunter



De John Stuart Mill (1806-1873), in Pesquisa Net

"A Moral, para o Bem e para o Mal
Os sentimentos morais não são inatos, mas adquiridos, mas tal não significa que não são naturais, pois é natural para o homem, falar, raciocinar, construir cidades, cultivar a terra, apesar destas competências serem faculdades que são adquiridas. Os sentimentos morais, na realidade, não fazem parte da nossa natureza, se entendermos por tal que deviam estar presentes em todos nós, num grau apreciável, realidade que indubitavelmente é um facto muito lamentável, reconhecido até pelos que mais veentemente acreditam na origem transcendente destes sentimentos. No entanto, tal como as outras faculdades referidas, a faculdade moral, não fazendo embora parte da nossa natureza, vai-se desenvolvendo naturalmente; tal como as outras, pode nascer espontaneamente e, apesar de muito frágil, no início, é capaz de atingir, por influência da cultura, um grau elevado de desenvolvimento. Infelizmente, também, mas recorrendo, tanto quanto é necessário, às sanções externas, e aproveitando a influência das primeiras impressões, ela pode ser desenvolvida em qualquer direcção, ou quase, a ponto de não haver ideia, por mais absurda e perigosa que possa ser, que não se consiga impor ao espírito humano, conferindo-lhe, pelo jogo dessas influências, toda a autoridade da consciência."...


John Stuart Mill, in 'Utilitarismo'

POEMA (OBRA REGª)











BREVES

à hora em que as tardes descem aspergindo noite nos ares,
___________________________________abrem-se flores
__________________________nos olhares,
_________ em perspectivas a que podemos chamar lunares.

___________________________________Em cadências geométricas, desenhadas a régua e ______________________________esquadro
___________________________ com ajuda de um compasso,
_____________________ dormem as constelações no seu espaço,
________________num leito azul de cor celeste,
___________________________________ que em nada destoa do mar,
__________________________ do quadro que me deste.

a vida da noite é assim que resplandece, sob os raios dourados
das estrelas e a alquimia prateada do luar, que entontece.

o mar, lá mais ao longe, no seu leito de de uma calma tumular, hoje não ruge feroz…
brilha e rebrilha numa calma de dormir, cansado-quem sabe?- de nos aturdir;
o vento nem de sente…parece que não mexe, não faz barulho
e as lagoas adormecem nos seus leitos de pedras, folhas e entulho natural.

os pássaros recolhem em bandos de silêncio aos ninhos
de cortinas de palhais onde vão ter os seus filhos.

Passa, Vento, toca-me a face calma como a alma!

Beija-me os lábios húmidos onde tenho teoremas
e quadrados de amor,
que são sonhos que o mundo sonha
para oferecer à Vida,
com o fulgor dos fulgores.

Maria Elisa Ribeiro
Out/016

Seguindo os preceitos mais estritos da lei islâmica, a Sharia, o governo de Bagdá apresentou ao parlamento um projeto de lei que permite o casamento de muçulmanos em qualquer idade. Neste caso só poderá haver o divórcio a partir…
WWW.SOCIEDADEOCULTA.COM

Mozart - Lacrimosa

Bom dia, meus amigos!


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Pensamento de...



Vergílio Ferreira-outra lição de vida- in Net:

Pensar o Meu País
Pensar o meu país. De repente toda a gente se pôs a um canto a meditar o país. Nunca o tínhamos pensado, pensáramos apenas os que o governavam sem pensar. E de súbito foi isto. Mas para se chegar ao país tem de se atravessar o espesso nevoeiro da mediocralhada que o infestou. Será que a democracia exige a mediocridade? Mas os povos civilizados dizem que não. Nós é que temos um estilo de ser medíocres. Não é questão de se ser ignorante, incompetente e tudo o mais que se pode acrescentar ao estado em bruto. Não é questão de se ser estúpido. Temos saber, temos inteligência. A questão é só a do equilíbrio e harmonia, a questão é a do bom senso. Há um modo profundo de se ser que fica vivo por baixo de todas as cataplasmas de verniz que se lhe aplicarem. Há um modo de se ser grosseiro, sem ao menos se ter o rasgo de assumir a grosseria. E o resultado é o ridículo, a fífia, a «fuga do pé para o chinelo». O Espanhol é um «bárbaro», mas assume a barbaridade. Nós somos uns campónios com a obsessão de parecermos civilizados. O Francês é um ser artificioso, mas que vive dentro do artifício. O Alemão é uma broca ou um parafuso, mas que tem o feitio de uma broca ou de um parafuso. O Italiano é um histérico, mas que se investe da sua condição no parlapatar barato, na gritaria. O Inglês é um sujeito grave de coco, mas que assume a gravidade e o ridículo que vier nela. Nós somos sobretudo ridículos porque o não queremos parecer. A politiqueirada portuguesa é uma gentalha execranda, parlapatona, intriguista, charlatã, exibicionista, fanfarrona, de um empertigamento patarreco — e tocante de candura. Deus. É pois isto a democracia?


Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 2'

Poema de Manuel Bandeira



Poema de Manuel Bandeira, in Net:

Madrigal Melancólico

O que eu adoro em ti
Não é a tua beleza
A beleza é em nós que existe
A beleza é um conceito
E a beleza é triste
Não é triste em si
Mas pelo que há nela
De fragilidade e incerteza


O que eu adoro em ti
Não é a tua inteligência
Não é o teu espírito sutil
Tão ágil e tão luminoso
Ave solta no céu matinal da montanha
Nem é a tua ciência
Do coração dos homens e das coisas.

O que eu adoro em ti
Não é a tua graça musical
Sucessiva e renovada a cada momento
Graça aérea como teu próprio momento
Graça que perturba e que satisfaz

O que eu adoro em ti
Não é a mãe que já perdi
E nem meu pai

O que eu adoro em tua natureza
Não é o profundo instinto matinal
Em teu flanco aberto como uma ferida
Nem a tua pureza. Nem a tua impureza.

O que adoro em ti lastima-me e consola-me:
O que eu adoro em ti é a vida!
Manuel Bandeira


Boa Tarde, meus amigos!


domingo, 19 de novembro de 2017

ATRAVÉS DO AMIGO JOÃO REIS...


João Reis
17/11 às 22:16 ·



INDECOROSO POR ADRIANO MOREIRA
Especialmente dedicada aos "ministros" Poiares Maduro e Maria Luís Albuquerque pelas suas "brilhantes" declarações proferidas acerca da sustentabilidade das reformas...

VERGONHA é comparar a Reforma de um Deputado com a de uma Viúva.

VERGONHA é um Cidadão ter que descontar 40 ou mais anos para receber Reforma e aos Deputados bastarem somente 3 ou 6 anos conforme o caso e que aos membros do Governo para cobrar a Pensão Máxima só precisam do Juramento de Posse.

VERGONHA é que os Deputados sejam os únicos Trabalhadores (???) deste País que estão Isentos de 1/3 do seu salário em IRS…e reformarem-se com 100% enquanto os trabalhadores se reformam na base de 80%...

VERGONHA é pôr na Administração milhares de Assessores (leia-se Amigalhaços) com Salários que desejariam os Técnicos Mais Qualificados.

VERGONHA é a enorme quantidade de Dinheiro destinado a apoiar os Partidos, aprovados pelos mesmos Políticos que vivem deles.

VERGONHA é que a um Político não se exija a mínima prova de Capacidade para exercer o Cargo (e não falamos em Intelectual ou Cultural).

VERGONHA é o custo que representa para os Contribuintes a sua Comida, Carros Oficiais, Motoristas, Viagens (sempre em 1ª Classe), Cartões de Crédito.

VERGONHA é que s. exas. tenham quase 5 meses de Férias ao Ano (48 dias no Natal, uns 17 na Semana Santa mesmo que muitos se declarem não religiosos, e uns 82 dias no Verão).

VERGONHA é s. exas. quando cessam um Cargo manterem 80% do Salário durante 18 meses.

VERGONHA é que ex-Ministros, ex-Secretários de Estado e Altos Cargos da Política quando cessam são os únicos Cidadãos deste País que podem legalmente acumular 2 Salários do Erário Público.

VERGONHA é que se utilizem os Meios de Comunicação Social para transmitir à Sociedade que os Funcionários só representam encargos para os Bolsos dos Contribuintes.

VERGONHA é ter Residência em Sintra e Cobrar Ajudas de Custo pela deslocação à Capital porque dizem viver em outra Cidade.

Esta deveria ser uma dessas correntes que não deveriam romper-se pois só nós podemos remediar TUDO ISTO.

ALÉM DISSO, SERÁ UMA VERGONHA SE NÃO REENVIAREM.
" Não fazemos agravo a "ninguém, salvo o escândalo de termos princípios, e História, e coragem, e razão."


CANADA

Canada Today adicionou uma foto nova.
2 h

CANADA

TVI24
·



Allan Lichtman leciona na American University, em Washington, e acertou em todos os resultados eleitorais desde há 30 anos. Este ano deu a vitória a Trump. E acertou. Agora aposta na destituição do magnata do cargo de Presidente dos EUA


Professor prevê “impeachment” de Donald Trump
TVI24.IOL.PT

TRUMP=FASCIST

The Guardian
6/11 às 19:40 ·



A woman whose picture went viral after she raised her middle finger at Donald Trump as his motorcade passed her on her bicycle has been fired from her job.


Woman who gave Trump the middle finger fired from her job
Juli Briskman, a 50-year-old mother of two, said marketing company bosses called her in and fired her for ‘obscene’ gesture
THEGUARDIAN.COM
The Guardian
10/11 às 20:00 ·



Three in four do not have enough food, and 95% of the population are drinking contaminated water.


Rohingya kids close to starvation amid 'health crisis on an unimaginable scale'
‘Rampant malnutrition’ reported following Rohingya exodus from Myanmar to Bangladesh as agencies warn shocking new figures may be tip of the iceberg
THEGUARDIAN.COM
















Poema:

SONHO DO MAR JOVEM

Quando o mar era tão jovem como eu,
havia sol brilhante e quente no céu…
tão brilhante e tão quente como o riso meu.

E podia ver-se o amor na juventude das ondas
de calor, que as gaivotas iam despindo, com fragor.

Dos pinhais onde eu era jovem,
___________________soltava-se o alegre cheiro da resina
_________________________que se estendia pelos cais,
_____________________________ a exultar…

As ondas cantavam, em surdina, as notas musicais
dos sentimentais búzios,
que se arrastavam, até nós, para cheirar os pinheirais,
tal fossem navegadores a chorar os nossos ais…

E eu amanhecia…
Amanhecia no desespero
_______________ que oprimia o coração da infância,
_______que corria para beber a água do Sonho-de-um-Outro-dia.

Amanhecia…
________________para apanhar as estrelas que se desprendiam
__________________________de um cordel da minha mão,
____________________________que passava pelas searas onduladas
_________________________________das planícies paradas, onde as sementes seriam grão.

Quando o mar FOI tão jovem como EU,
mergulhei nas suas águas brilhantes…
e, calmamente,
caminhei sobre areias jovens, vibrantes,
onde, serenamente, pude sorver a força do mundo.

E sentia-me um grito da Natureza-Mãe…
E era um sonho do mundo-Todo, também…

Choveu tristeza no frio telhado…
___________________…essa infância já passada,
_________________que andava perdida pelas ruas,
____________longe dos beirais- ninhos- de- andorinhas,
________que ali se deitavam nas horas de amor.

Meu corpo é uma prisão de saudades!
Nas horas-a-fio, sou uma espécie de rio
__________qu’inda não sabe como deslizar
________ para chegar ao lume do teu olhar.

Amanhecerei…
_________…talvez nas medas de trigo, ao colo do sol de um poema
_______em que voltarei a cantar as lágrimas das rosas rubras
____que não sei acomodar nas gotas de um novo orvalho…

Maria Elisa Ribeiro-Portugal -foto google
MRÇ/015 —